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XII Encontro de Capoeira RaízesdoBrasil SP

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Expressões periféricas #ritmo e #poesia. Salve o RAP nacional!

No dicionário “sarau” possui varias definições, entre elas: “uma reunião festiva entre amigos onde se ouve músicas, assiste filme, filosofa, lê trechos de livro, recitam poesias”. Tudo isso aconteceu sábado, na edição de setembro do Sarau Ibaô Expressões Periféricas. Mais um encontro de pessoas que acreditam no poder da expressão poética, seja através da poesia recitada, cantada, performada, sentida, muita linguagem periférica exprimida. Noss@s parceir@s não mediram esforços para fortalecer, vieram de todas as regiões de Campinas e da Capital SP, provando que não há distância quando o quê prevalece é o desejo de transformação das realidades periféricas. Tod@s carregad@s de energia vibrante, pulsando desejo de expressão.

O Expressões Periféricas é um espaço aberto para a comunidade se manifestar, o microfone aberto é o lugar de se posicionar e de transformar. É a comunidade acolhendo a comunidade, é o olhar coletivo que transforma e é transformado. Arte e poética transformando a ação, a transformação social que reverbera através da potência das linguagens artísticas, da poesia e do coração. A poesia que se faz e reverbera amor. Cada sarau é um sarau, um aprendizado, uma emoção, muitos corações unidos pela canção… O mundo precisa de poesia, o mundo precisa de sarau.

As diversas formas e linguagens de pulsar a cultura nas comunidades periféricas são quase sempre a soma de potências criativas invisibilizadas, pouco ou quase nada incentivadas. Ainda assim[!], as expressões periféricas reescrevem um outro capítulo nas páginas das desigualdades, revelando outros universos possíveis, apesar das ausências sociais e afetivas, sempre multiplicadas.

A edição de setembro foi um encontro improversado de vári@s rappers, chamando foco para o peso e a importância do rap e do hip hop, como fontes inesgotáveis de comunicação, linguagem, produção cultural e artística. Seu nascedouro e fonte de inspiração primária são as ruas, os guetos, favelas e todos os lugares localizados à margem dos fluxos econômicos e não o bastante, lugares que alimentam as estatísticas produzidas e mantidas pelas grandes corporações midiáticas. Aquelas que só chegam para noticiar a violência e não para desesconder ou projetar a arte que este mesmo lugar produz…

Marcaram presença na noite de sábado: Doutor Sinistro, Lê MC, REN CPS, Mister Mistério, Lá Máfia, RCDR, Cizo Marfim, HAAK MC e Kabbalah MC’s [de Campinas], com participação especial do Crônica Mendes, que saiu da capital para prestigiar nosso sarau e deixou seu recado musicado “Avisa lá que a favela não tá só…” Seguimos alimentando nossos sonhos, acreditando que a sociedade transformadora e transformada, é essa, vivida na dureza do dia a dia, buscando meios próprios de criar e dizer ao mundo como as coisas podem mudar [e já são diferentes], quando a escolha é compartilhar a soma das potências criativas [e afetivas].

Texto | [Co]Criação: Andrea Mendes, Lu Pontes e Ale Gama.

#MicrofoneAberto

O Sarau Expressões Periféricas é uma ação organizada pelo coletivo de colaborador@s do Ibaô, motivad@s pela curadoria de espaços para expressão artístico-política da cena cultural emergente. Compõe e agrega uma diversidade de linguagens que se forma a partir do desejo de expressão performática de artistas da música, poética, teatro, dança, artes visuais e audiovisual.

DEFENSORXS na Praça

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No momento em que o Brasil vivencia medidas contrárias à consolidação dos direitos humanos, com a aprovação da redução da maioridade penal e a exclusão de conteúdos sobre gênero dos planos de educação, organizações como a Plataforma Dhesca Brasil, a Justiça Global, o Intervozes e a Nigéria lançam o filme DEFENSORXS, que traz à tona o difícil cotidiano de quem luta em defesa dos direitos no país.

Realizado pelo coletivo e produtora cearense Nigéria, o longa aborda realidades de grupos, entidades e movimentos nas cinco regiões do Brasil, onde homens e mulheres resistem aos impactos de grandes obras, como Belo Monte, e defendem a justiça social, o território, a livre orientação sexual e outros direitos fundamentais. Em capítulos, discute o que é ser defensor ou defensora de direitos humanos e traça um panorama documental sobre a resistência de pessoas que buscam melhorias e avanços em suas pautas, mesmo quando ameaçadas.

Nas cinco regiões do Brasil, homens e mulheres defendem a justiça social: a garantia dos direitos fundamentais para todos os humanos.

Estréia

O CineCultura é nosso projeto de difusão audiovisual e acontece desde 2008. As exibições privilegiam as produções de realizadores brasileir@s, oficinas e atividades de produção de vídeos. Nosso objetivo é incentivar a formação de um núcleo de realizadores em nossa comunidade. Acompanhe nossa agenda, colabore e participe!

Algumas sessões:

Outros filmes já exibidos: Ori, Narradores de Javé, Besouro, Samba Riachão, O Cantador de Chula, Atabaque Nzinga, Um dia na Rampa, O catedrático do Samba, Tapete Vermelho, Mazzaropi (vários), A Negação do Brasil, Tainá-Kan, Kiriku e a Feiticeira.